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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dicas para pais VII




A Educação e o Insucesso Escolar

O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda
não tem, do que poderia ter.

Jean-Paul Sartre


A vida atual exige-nos um grande esforço de atualização de conhecimentos.
Múltiplas são as ocasiões para a formação de profissionais, mas o tempo
escasseia para refletir sobre um papel infinitamente mais complexo por parte
dos pais: o de criar as condições para ajudar uma criança a crescer confiante,
estável, capaz de ser feliz.



A vivência de relações que confiram um sentimento de segurança ajuda a
criança e, mais tarde, o adolescente a manifestar comportamentos sociais
mais positivos. Percebe-se, assim, como é essencial refletir sobre as atitudes pedagógicas que enformam os gestos de todos os dias.

Autoritarismo
As crianças e os jovens necessitam que o educador atue com autoridade.
Esta é, aliás, uma condição fundamental para que o processo de crescimento decorra com sucesso. É importante, porém, não esquecer que um comportamento exageradamente
inflexível se pode transformar em autoritarismo. Uma atitude prepotente, repressiva, provoca um maior distanciamento afetivo em relação à criança, deixando-a desconfiada e insegura. Em muitos destes casos, os pais recorrem com frequência à
ameaça, podendo mesmo provocar no educando desobediência e revolta.

Permissivismo
No extremo oposto ao comportamento anterior está o permissivismo, atitude
não menos prejudicial à educação do que a anterior. Sem a interiorização da necessidade de respeitar determinadas regras, na ausência de um ambiente estruturado ao seu redor, a criança poderá desenvolver comportamentos violentos
e gerar diversos problemas na escola.

Inconsistência
Os filhos tendem a imitar o exemplo do educador. Se a incoerência marcar
a relação, a criança vai sentir-se naturalmente confusa, estando mais sujeita ao aparecimento de atitudes de indisciplina e de desinteresse escolar.

Assertividade
Caracteriza o educador que respeita e é respeitado, que dá liberdade de ação à criança, mas que lhe exige responsabilidade, que castiga com adequação quando é necessário,
mas não se vinga.

Auto-conceito e auto-estima
O modo como o indivíduo se vê a si próprio (auto-conceito), e o modo como se avalia a si mesmo (auto-estima) têm uma enorme influência no desenvolvimento pessoal e no rendimento escolar.
Na verdade, se a criança tiver uma má imagem de si própria, baixa as
expectativas e a confiança que deposita em si, podendo sofrer de ansiedade
e insatisfação.
Algumas das atitudes a seguir apresentadas permitem incentivar o seu
filho a reforçar a auto-estima e a ser mais feliz:

• ajude-o a transformar os pensamentos negativos em afirmações
positivas, através de um diálogo interno. Eu sou capaz. Eu acredito nas minhas capacidades;
• mantenha o sorriso e o olhar;
• escute-o atentamente;
• elogie-o com sinceridade;
• use construtivamente o humor.

(a continuar)

José Matias Alves
Faculdade de Educação e Psicologia da UCP


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Dicas para pais



Dicas para pais

Porque os pais são os primeiros educadores; porque é importante aprender a exercer cada vez melhor a responsabilidade parental; porque o diálogo escola-família é algo de fundamental para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes; porque o sucesso escolar começa em casa, no modo como a família se interessa e implica no trabalho escolar; porque o conhecimento aumenta as probabilidades de sermos melhores, disponibilizamos semanalmente uma rúbrica dicas para pais que pretende de forma simples e despretensiosa disponibilizar informação pertinente para ação dos pais.

José Matias Alves
Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa


As Inteligências e a Educação

Era uma vez um grupo de cegos à beira de uma estrada, que se deteve para observar um elefante.
Um deles segurou a perna do paquiderme e exclamou: — O elefante é como uma palmeira, redondo e áspero.
— Que disparate — disse o mais baixo, tocando no dorso do animal — é como um muro alto e rugoso, bastante longo.
— Ambos se enganam — retorquiu o terceiro, que apertava a tromba do mamífero — este animal é idêntico a uma serpente!
O animal seguiu o seu caminho e os cegos permaneceram à beira da estrada, discutindo.
O que o elefante, de facto, era nunca vieram a saber.

(Adaptação de uma história do folclore hindu)
Segundo Howard Gardner, todo o indivíduo normal é capaz de atuar em várias áreas intelectuais diferentes. Esta teoria constitui uma alternativa à visão monolítica da inteligência como uma capacidade geral e única, frequentemente associada às habilidades linguística e lógico-matemática. Investigações recentes apontam também a importância das emoções no desenvolvimento pessoal, contribuições que se inserem no âmbito da Inteligência Emocional.

Conte esta história hindu ao seu filho, para lhe mostrar como a realidade é muitas vezes mais ampla do que aquilo que percepcionamos. O mesmo se passa com o conceito de inteligência, que, à medida que a investigação avança, se revela cada vez mais integrador.

Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harvard, define inteligência como habilidade para resolver problemas ou criar produtos significativos, em diferentes ambientes culturais.

Identifica assim vários tipos de inteligência, a saber: linguística, lógico-matemática, musical, espacial, naturalista, cinestésica, interpessoal e intrapessoal. Segundo o investigador, todos os seres humanos dispõem destas competências intelectuais em graus variados, que podem ser combinadas na resolução de situações concretas.

Sugestão: Procure descobrir as inteligências do seu filho e valorize o potencial de desenvolvimento que nele existe.

(a partir de José Matias Alves e Maria João Leite (2005). Sucesso na Escola)