sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Avaliação Externa

No novo ciclo de Avaliação Externa das Escolas (IGE), foram, até ao momento, avaliados 20 agrupamentos TEIP.

São  4 as escolas com Muito Bom na totalidade dos aspetos avaliados.
Destaca-se ainda a excelente prestação de 12 destes agrupamentos no domínio da liderança e da gestão. Estes são um dos pontos fortes que predominam como resultado de práticas organizacionais abrangentes e eficazes.

Cumprem-se os desígnios do Programa TEIP, onde se assume o desenvolvimento das escolas e a inclusão/ integração de todos os alunos, o combate ao absentismo e à indisciplina,  promovendo a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos, numa perspetiva reflexiva e de aperfeiçoamento contínuo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

As palavras e as ideias que ficaram...que podem conduzir à ação!





No fim de mais um "encontro de trabalho em torno do Projecto TEIP e dos seus desafios de implementação, para além das palavras e das ideias partilhadas, importa também destacar os silêncios, isto é, os não dito, as palavras e as ideias que ficaram no íntimo de cada coordenador (a) TEIP ou cada Diretor (a). Porque se acredita e se deseja que estas possam ainda vir a ganhar corpo, sentido e significado, através da continuidade e alargamento desta reflexão em cada Território. Já que será aí, entre os seus e com os seus, que se poderá construir um projeto TEIP que se pretende, de e com sucesso para todos (as)."

(Liliana Pires. Consultora externa do Agrupamento de Escolas de Santa Bárbara 
 Fânzeres - Gondomar )


Organização escolar, percursos e desafios …

José Verdasca, Professor da Universidade de Évora, e consultor externo do Programa TEIP, elaborou uma reflexão na senda de "ações e práticas organizativas escolares de geometria variável, redesenhadas e monitorizadas em permanência, colocando o aluno no centro das conceções organizativas".

"O que pode cada escola fazer para melhorar a qualidade das aprendizagens e dos resultados escolares dos seus alunos e simultaneamente não perder nenhum aluno constitui o permanente desafio de cada comunidade escolar. Temos hoje a forte convicção que a construção pela escola dos processos de melhoria constante requer ações e práticas organizativas escolares de geometria variável, redesenhadas e monitorizadas em permanência, colocando o aluno no centro das conceções organizativas.
É no contexto das ações e das práticas escolares potenciadoras de processos de ensino que conduzem à melhoria das aprendizagens dos seus alunos e de uma comunidade escolar comprometida e vinculada com o princípio da qualidade educativa na universalidade, que a escola trilha os caminhos da melhoria escolar eficaz e da eficiência.
No essencial, estes processos de melhoria escolar eficaz requerem tempos de partilha e discussão aberta entre escolas para disseminação de conhecimento produzido contextualmente sobre (as suas) práticas de gestão curricular e diferenciação pedagógica, aprofundamento didático e metodológico, gestão dos grupos, organização do tempo, mapas de vidas, pedagogias preventivas, tutorias e trabalho cooperativo interpares, avaliação formativa da, para e como aprendizagem, monitorização e governação.
O processo de desarrumação e (re)arrumação escolar baseia-se em novas conceções organizativas e tem implicações diretas e imediatas nas condições escolares de ensino e aprendizagem, nomeadamente, no plano da diferenciação pedagógica e no apoio direto e individualizado a alunos, de acordo com as suas necessidades e capacidades, por forma a desenvolver em cada um hábitos e métodos de trabalho apropriados, bem como uma maior autoestima escolar.
A ‘tecnologia intensiva’ representa muito provavelmente a resposta organizacional a um conjunto de diferentes contingências e passa a depender da natureza e da variedade do problema a enfrentar, a qual nem sempre pode ser antecipada e corretamente conhecida. Não que ela se sobreponha a outros domínios bem centrais como os da didática, da avaliação (formativa) ou da relação pedagógica, mas porque potencia o desenvolvimento daquelas em condições mais à medida das necessidades sinalizadas. Neste tipo de tecnologia, em que a coordenação se tende a processar por ajustamento mútuo, estabelece-se uma interdependência recíproca e a incerteza acaba por residir no próprio problema, dada a flexibilidade da resposta. Por exemplo: cada geração de alunos que inicia um ciclo de estudos não tem necessariamente de ser decomposta em unidades de grupo-turma de imutabilidade definitiva, por mais argumentos que se possam invocar. E muito menos permanecer sujeitos a ‘terapias pedagógicas’ idênticas como se fossem um só (aluno). É nesta possibilidade de organizar à medida e de agir preventivamente relativamente a cada aluno que residirá uma boa parte do processo da melhoria escolar. "(José Verdasca, Professor da Universidade de Évora)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lutar contra a apatia em escola difícil

O professor do ano de uma escola TEIP



Professor José Alves Rocheta dá aulas há mais de 30 anos, 25 dos quais na escola Dr. Azevedo Neves, na Damaia.
Tem "o mundo na sala de aula" e gosta dessa diversidade e dos desafios que a acompanham. (ver)

in, Diário de Notícias, 30 de janeiro de 2013

Não deixar a vida fora da escola


Um texto de Maria José Araújo, consultora externa da rede TEIP, apresenta alguns contributos da expressão artística na "abertura aos sentidos, desafio à inteligência e à sensibilidade, ou seja lições de vida."

"Na escola, a actividade expressiva é primordial, ajuda ao equilíbrio da personalidade e proporciona bem-estar, como podemos comprovar quando deixamos as crianças exprimirem-se em liberdade através da pintura, do desenho ou mesmo quando as observamos chegar ao recreio depois de estarem umas horas sentadas e quietas na sala de aula com o professor a fazer apelo à sua concentração, à sua memória, ao seu raciocínio, moderando todos os seus impulsos de exteriorização e movimento. A aprendizagem das expressões artísticas é um benefício para as crianças, pois constitui a possibilidade de exprimirem em liberdade o seu potencial criativo pessoal, as suas emoções, através de linguagens diferenciadas: a linguagem musical, corporal, dramática, plástica, verbal e escrita. (ver mais)"
Maria José Araújo
Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os Conselhos de Turma não poderiam ser mais úteis? - a visão de Vitor Alaíz

Vitor Alaíz, consultor externo da UCP, que acompanha escolas da rede TEIP teceu algumas considerações e interpelações acerca de como otimizar os conselhos de turma.

"Os  Conselhos de Turma, nomeadamente, os de finais de período letivo, são momentos muito ritualizados, sujeitos a normas rigorosas quanto aos tempos de duração, ao registo de presença dos membros, aos documentos a produzir e respetivos conteúdos. Para tornarmos mais nítida a sua importância, façamos uns cálculos simples, em termos de investimento em horas de trabalho.
Numa escola com 40 turmas de E.B 2,3 + SEC e CT de duas horas cada, 80 horas de reuniões. Admitindo que cada CT tem cerca de 10 professores, teríamos nesta escola 800 horas de trabalho de corpo docente. Isto não falando no trabalho preparatório e no trabalho posterior, sobretudo do diretor de turma.
Perguntamos: os CT têm um impacto pedagógico correspondente ao investimento em horas de trabalho? Não se poderá, em cada escola, aligeirar a dimensão administrativa dos CT? E, sobretudo, do ponto de vista pedagógico, não se poderia acabar com a minuciosa descrição das dificuldades dos alunos e analisar antes o que de positivo se conseguiu ao longo dos dois ou três meses que dura um período letivo?
Discute-se e regista-se quais as estratégias pedagógicas que deram resultado? Quais as articulações verticais que se tentarão concretizar no período seguinte? Quais as melhorias, quais as inovações a introduzir na ação pedagógica? " (Vítor Alaiz)

7º Encontro da Rede de Escolas TEIP





Hoje, realizou-se o último encontro de diretores e coordenadores das escolas da rede TEIP de Lisboa.
A sala de aula tem vindo a ocupar um lugar central na reflexão e debate, em torno da melhoria das aprendizagens. 

 Enunciaram-se algumas das práticas em curso, designadamente:
-A abertura da sala entre professores  sob o lema "Passa  na minha sala de aula e dá-me a tua opinião";
-Prática de uma avaliação formadora, reguladora e partilhada desencadeadora da melhoria das aprendizagens;
-Conversas pedagógicas, uma das rotinas qualificantes, que acontecem, semanalmente, e que desencadeiam o gosto pela reflexão e partilha das estratégias de ação.

Finalmente, a voz de uma das escolas que recentemente integrou o programa TEIP:  "refletir e pensar a Escola é sempre o primeiro passo para uma mudança positiva".

Vontade, entusiasmo, reflexão, partilha, resiliência e liderança na proximidade da ação, é o que destaco como mais relevante nesta última sessão.