quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ELPMe

Apresentamos um projeto levado a cabo pelo Agrupamento de Escolas de Cristelo, no 1º ciclo de escolaridade. O filme é acompanhado por um texto, apresentado em slidshare, que explica a metodologia utilizada.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A avaliação da aprendizagem no ensino secundário: Que sentidos de excelência?


Divulgamos uma iniciativa promovida pelo Observatório de Vida das Escolas OBVIE - FPCEUP,  em que estão associadas as escolas TEIP, assessoradas pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Assim, no próximo dia 28 de Fevereiro, pelas 17.30, o Observatório da Vida das Escolas (OBVIE), do Centro de Investigação e Intervenção educativas da FPCEUP, organiza um debate sob o título A avaliação da aprendizagem no ensino secundário: Que sentidos de excelência?, incluída no ciclo Educação Escolar: Heranças e desafios.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Testemunhos TEIP


Aqui fica o testemunho de algumas práticas dos projectos que foram referenciados no Encontro das Escolas TEIP, no Porto. Um breve registo das dinâmicas desenvolvidas em algumas escolas.


O professor Virgílio Rêgo, Coordenador TEIP do Agrupamento de Maximinos, e a professora Teresa Barbosa focalizaram as suas intervenções no trabalho entre pares, essencialmente, as equipas educativas de ano e coordenação de ano - atribuição preferencial a cada docente de serviço letivo no mesmo ano, de modo a reduzir o número de níveis e permitir uma maior focalização do trabalho docente.

A Coordenadora TEIP do Agrupamento de Pedome destacou o projeto de tutoria entre pares (alunos), supervisionado por professores e pela educadora social do Agrupamento; a manutenção da implementação de um projeto de articulação curricular vertical/ horizontal, onde os professores de 1.ºCEB e educadoras planificam e articulam, em sessões de partilha de experiências, conteúdos e atividades entre as várias disciplinas; e a cooptação do projeto concelhio de educação parental, com objetivo de aumentar o envolvimento parental na dinâmica escolar. O próprio processo de monitorização e prioridades estabelecidas vão sendo alterados, para permitir a obtenção de respostas mais focalizadas, melhorando os resultados e perceber que caminhos devem ser percorridos.

A professora Marta, coordenadora TEIP do Agrupamento de Escolas de Frazão sublinhou a questão da articulação e da avaliação formativa, considerando estas questões como centrais no Projeto Educativo. Refere que estão a desenvolver ações que permitem uma articulação desde o pré-escolar ao 3.º ciclo (Matemática, Português e Inglês) com dinâmicas de coadjuvação, peercoaching e avaliação formativa para as aprendizagens.

O Coordenador do Agrupamento de Escolas de Cristelo, professor Lourenço, frisou o processo da monitorização que permite identificar desvios, formular e implementar ciclos de melhoria assentes em relatórios mensais de execução e de acompanhamento. Nesta vertente, referiu que é fundamental operacionalizar os conselhos de turma, utilizar as ferramentas informáticas, maximizando em tempo útil estes momentos, com a redação de atas que sejam simples, concretas, objetivas e consequentes, concretizando-se num documento como um compromisso que define uma linha de ação.  









Do Plano de Melhoria aos Planos de Pormenor

A implementação do plano de melhoria em língua portuguesa e em matemática, assente no trabalho de articulação entre os professores de diferentes ciclos (4º/5º anos  e 6º/7º anos), levou os docentes à individualização dos percursos formativos dos seus alunos. Depois de aplicados os testes diagnóstico, foi criada uma ficha de avaliação formativa com registos cromáticos, devidamente legendados, para facilitar a leitura dos resultados por parte dos encarregados de educação.
Simultaneamente, foi-lhes entregue uma ficha de recomendação de estudo com o feedback das dificuldades individuais de cada aluno, indicando, igualmente,  o caminho necessário a percorrer, para a melhoria das suas aprendizagens. Os encarregados de educação reconheceram e avaliaram, de forma muito positiva, este novo método de trabalho, reconheceram que poderiam ajudar melhor os seus educandos e, ainda, que este processo formativo constituiria a alquimia necessária à mudança das práticas educativas.

Manuela Espadinha – Agrupamento de Escolas de Santo António

Comentário do consultor externo, Vitor Alaiz, Professor da UCP,  sobre o texto da diretora, que intitulou como "Um tweet com um condensado de boas práticas".
"Certamente muitos investigadores em educação subscreveriam uma mobilização da comunidade educativa (professores, alunos, pais, …) para:
a) Construir materiais didáticos (testes, …) em parcerias de professores que concretizam a articulação vertical;
b) Fazer avaliação de diagnóstico global e consequente (porque se traduz em feedback analítico, proactivo e individualizado;
b) Aproximar as famílias da escola tentando fornecer-lhes atempadamente meios acrescidos de orientação dos seus educandos.
Parece simples, mas exige uma gestão estratégica (muito empenho e determinação, muitas horas de trabalho) e o compromisso de muitos professores."
                                                                                                                                       Vitor Alaiz, 6Fev2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Dicas para pais II

A FAMÍLIA TAMBÉM ENSINA



 A família também ensina. Ensina com os hábitos que adquiriu, com os valores que pratica, com a linguagem que usa, com os exemplos que dá, com as regras que instituiu institui.

A família também ensina é, pois, uma evidência, um lugar comum. Mas é importante ter consciência de que os ambientes familiares são muito importantes para a educação das crianças. Pelos laços afetivos, pela permanência, pelo poder do exemplo.

 Ter consciência de que as palavras, as regras, os hábitos, as relações familiares, os exemplos têm uma importância vital no desenvolvimento das crianças. Ensinamos, em larga medida, o que somos.

Para a escola básica (e agora para o ensino secundário) vão todas as crianças e jovens. A escola é o único lugar social por onde todas as pessoas passam e desempenha, por isso,  um papel central no desenvolvimento pessoal e na integração social.

E vão à escola não apenas para estar, mas para aprender a ser. Vão para aprender conteúdos essenciais no domínio da leitura, da escrita, do cálculo, das línguas estrangeiras, do espaço, do tempo, das tecnologias. Para aprender a conviver, a trabalhar em equipa, a respeitar os outros. Para viver e aprender a enfrentar a vida futura com maiores probabilidades de êxito pessoal, social e profissional. Sem estas aprendizagens (todas), as pessoas não terão um futuro de dignidade e de liberdade.

A escola é uma segunda casa, uma segunda família, agora numa escala muito maior.
Se a escola também ensina, então é fundamental uma cooperação com a família. Um conhecimento mútuo, um diálogo fecundo. A escola, através do diretor de turma, pode e
deve conhecer o contexto familiar da criança para que a educação escolar possa ter em conta essa especificidade. E a família, através do encarregado de educação, pode e deve informar, pode e deve conhecer a organização escolar, os seus direitos e deveres, o programa educativo que o seu filho seguirá.

Sugestão: pergunte ao diretor de turma quais as aprendizagens fundamentais que o seu filho terá de realizar em determinado ano. E peça-lhe conselho sobre a forma de cooperar para a consecução dessas aprendizagens.


José Matias Alves
Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa

Tertúlia - Perceções e Representações


No dia 1 Março 2013, pelas 14h30, realizar-se-á na EB23 Carteado Mena, em Darque, a tertulia debate intitulada PERCEÇÕES E REPRESENTAÇÕES.

A entrada é livre e por este meio se convida à participação.

O debate será iniciado pela Projeção de excertos do filme “Desencontros”:Testemunho de uma família cigana. O filme será comentado por Maria José Vicente/EAPN Portugal e João Seabra / Mediador Cultural. De seguida, é aberto espaço para debate com todos os participantes.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Encontro Coordenadores TEIP

Realizou-se, no dia 20 de fevereiro, no auditório da Escola Secundária/3 Garcia de Orta, o Encontro Coordenadores TEIP de um grupo de escolas da zona norte. O sentido de ação - reflexão em torno das lideranças intermédias:  
Conselho Pedagógico, o papel dos coordenadores/ subcoordenadores, enquanto agentes mobilizadores envolvidos e implicados na ação pedagógica.
Os conselhos de turma,  como espaços de reflexão, discussão e ação, focados na melhoraria e inovação do processo ensino-aprendizagem.
O diretor de turma, na  proximidade com o aluno, potenciando espaços de diálogo e de escuta.


Esta iniciativa contou com testemunhos de professores que partilharam projetos, dinâmicas, estratégias, evidenciando as boas práticas que registam como significativas para a melhoria das aprendizagens e dos resultados escolares.

Rui Trindade, consultor da FPCEUP, sublinhou a relevância destes encontros, alertando  para a importância de divulgar e dar a conhecer o que de bom e de bem se faz em muitas escolas TEIP, nomeadamente, os projetos que se apresentam como soluções para as dificuldades encontradas. A escola deve procurar monitorizar e avaliar as suas práticas. Abrem-se novos caminhos e possíveis desafios. 

Cristina Palmeirão, consultora da UCP, frisou que as escolas estão a fazer um trabalho diferenciado de autodesenvolvimento. A questão de ensinar, de aprender e a comunicação no sentido de resolver os seus problemas foi a tónica.  A escola deve preocupar-se com a qualificação das aprendizagens dos seus alunos. Analisamos os documentos, conhecemos a nossa realidade para se fazer diferente. É importante onde se quer chegar, conhecer as metas, produzir conhecimento e levá-lo à comunidade. Que dispositivos de monitorização foram convocados para medir a realidade? Este olhar é importante, mas é no terreno que os dilemas se resolvem. Esta partilha de projetos é fundamental e serve para nos inspirarmos.
A motivação pela inspiração pode fazer a diferença!
Acredito na partilha e nas redes!

No final, o pensamento de Hargreaves “A sustentabilidade está basicamente centrada no desenvolvimento e na preservação daquilo que interessa, alastra e perdura, de forma a criar relações positivas e desenvolvimento entre as pessoas, sem prejudicar os outros no momento presente ou no futuro.”
in, As escolas face aos novos desafios, Hargreaves, 2006