terça-feira, 9 de abril de 2013

Dicas para pais VIII - A Educação e o Insucesso Escolar (II)








O insucesso ou sucesso na escola marcam o desenvolvimento da criança.
Podem, de facto, afetar de um modo muito acentuado o seu autoconceito
e a sua auto-estima, baixando ou elevando as suas expectativas de realização pessoal e social.





Conselhos para contribuir para a criação de um clima de aprendizagem positivo

Algumas atitudes dos pais poderão contribuir para a criação de um ambiente mais favorável ao crescimento e à aprendizagem.

Dê uma imagem de firmeza e segurança
É importante para a criança reconhecer nos seus pais firmeza e estabilidade, que possa identificar como modelos a seguir. Num ambiente de exigência, os jovens vivem mais
seguros e felizes.

Aja com atenção e carinho
É também fundamental para o jovem saber que é amado e respeitado, e que pode conversar com a família ou com os pais sem medo de repreensões.
O olhar atento dos educadores  para as companhias da criança, para os seus progressos e problemas pode evitar situações problemáticas no futuro.

Ajude o seu filho a aumentar a sua auto-estima
Mostre que acredita nele, que tem confiança nas suas capacidades e
que o apoia.

Ensine-lhe que o erro é um dos caminhos mais comuns para a aprendizagem,
que deve ser encarado com naturalidade.

Incentive-o a refletir sobre os seus atos, ajudando-o a tornar-se progressivamente
mais autónomo.

Mostre compreensão em relação à vida escolar
É importante encarar a aprendizagem enquanto processo e não como produto. Para que o estudo seja um trabalho educativo, deve ser interiorizado pela criança, passando pela
sua descoberta e apreensão. Assim, é importante motivar, incentivar, apoiar o seu filho para que aprenda a aprender.

Desdramatize o peso das notas

É conveniente não fazer muita pressão em relação às notas. Mais importante do que o resultado é o esforço empreendido. A exigência dos educadores deverá ser coerente
com as capacidades reais do educando.

Não se devendo pactuar com a preguiça e o desleixo, é vital incentivar a criança a superar-se a si própria e a ser cada vez mais competente nas diversas áreas do saber.
Incentive a construção de um padrão de regras familiar.

A existência de normas explícitas sobre os diversos aspetos da vida familiar, como o horário das refeições, o tempo diário permitido de televisão, ou o uso da Internet, ajudará
a criança a viver numa estrutura consistente e encorajadora.

Seja um exemplo para a criança
Os pais nunca deverão esquecer que são modelos que a criança e o jovem tendem a imitar. Deverão, assim, pensar na consistência das suas ações e, se errarem, admitir o erro e extrair daí uma lição.

Se o jovem crescer num ambiente positivo de partilha e escuta tem mais possibilidades de se sentir seguro e feliz.

Na verdade, a melhor maneira de educar uma criança é estar atento às suas necessidades, e disponível para ouvi-la e ajudá-la, respeitando a sua individualidade.

José Matias Alves

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Não podemos deixar de ensinar para que eles possam aprender

Ontem, no Agrupamento de Escolas Óscar Lopes, em Matosinhos, realizou-se uma sessão de trabalho com a presença de vários professores do agrupamento e do Professor José Luís Gonçalves, presidente da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti.
A missão da escola e do professor é ensinar, mas, por vezes, a realidade que encontramos nas nossas salas de aula não é aquela que esperávamos…precisamos mudar o nosso olhar, as nossas crenças, "abrir o nosso quadrado", no meio da floresta precisamos de “saber ver” a árvore, assim como, no meio da turma precisamos ver o aluno.
O Professor frisou dois princípios basilares da educação: a educabilidade e a perfectibilidade. Neste sentido, toda a pessoa pode ser educada, podendo superar-se, desde que queira e, desta forma, está aberto o caminho para a construção do conhecimento.
“Não podemos deixar de ensinar para que eles possam aprender” – José  Luís Gonçalves

ONG da República Checa visita escola TEIP

Uma ONG da República Checa está a coordenar uma parceria europeia com o objetivo de construir respostas, na área da mediação sociocultural, estando, particularmente, interessada na integração de mediadores, na área da educação e do emprego.




















Sendo Portugal um modelo para as políticas de integração e a educação uma das áreas de referência, considerou o ACIDI - que integra esta parceria europeia - as escolas do Programa TEIP um exemplo de sucesso na relação com a comunidade e integração de jovens, tendo solicitado à DGE a indicação de uma escola a ser visitada pelo grupo representante desta ONG.
Esta delegação foi recebida no Agrupamento Mães d’Água (Amadora), referenciado como um bom exemplo, para conhecer o trabalho desenvolvido com as parcerias e comunidade local e, em particular, o papel do mediador neste processo.
No final da visita, o grupo deu os parabéns ao diretor do agrupamento e ao Ministério da Educação e Ciência e desejou que a República Checa seguisse os passos empenhados destas escolas portuguesas.















quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sessão de trabalho TEIP

No dia 3 de Abril, no Agrupamento de Escolas São Pedro da Cova, realizou-se uma sessão de trabalho, em que estiveram presentes a direção, os professores do 1º ciclo do 4º ano, os professores de língua portuguesa e de matemática, a consultora externa juntamente com a equipa TEIP.
No decorrer da mesma, foram debatidas dinâmicas de trabalho colaborativo, bem como o papel da escuta no ensino e na aprendizagem.



Aqui fica o texto da diretora do Agrupamento, Aida Machado, assinalando o registo do dia de ontem.
 “Demonstrou-se a disponibilidade para a mudança, o empenho e o agarrar dos desafios diários. Desenvolveremos sempre o nosso trabalho em constante movimento na busca do impossível, tornando-o tangível e alcançável. Impossível é termo que não assumimos. O mundo é um pulsar de oportunidades ao alcance das vontades e convicções de todos e de cada um. O trabalho desenvolvido neste encontro de trabalho foi demonstrativo de que, o melhor agrupamento de escolas do país, nasceu e cresceu fruto da envolvência de todos. Bem hajam!"



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cursos Vocacionais


No âmbito da oferta formativa no ensino básico estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, os cursos vocacionais constituem-se como uma modalidade de ensino orientada para a formação inicial dos alunos.
Estes cursos privilegiam tanto a aquisição de conhecimentos em disciplinas estruturantes, como o português, a matemática e o inglês, como o primeiro contacto com diferentes atividades vocacionais, permitindo paralelamente o prosseguimento de estudos no ensino secundário.

terça-feira, 2 de abril de 2013

1º Encontro de Teatro de Fantoches do Concelho de Olhão

O Departamento do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas João da Rosa promoveu, no dia 14 de março, no Auditório Municipal de Olhão, o 1º Encontro de Teatro de Fantoches do Concelho de Olhão. Contou com a participação de nove turmas de escolas de Olhão e Faro, envolvendo cerca de 200 alunos, e com o apoio do Município de Olhão e da empresa BP Gás.
Para a abertura deste evento, tivemos a honra de contar com a presença do Diretor do Agrupamento, Prof. Luis Felício, do Prof. José Louro (eminente figura do teatro no Algarve) e do Vice Presidente do Município de Olhão, Dr. António Pina.
Esta iniciativa insere-se no desenvolvimento O Projeto “A(mar) os Livros” e  pretende a promoção de uma educação artística e literária nas escolas, visando o enriquecimento cultural e académico dos alunos, tendo sempre por base o fantoche, como brinquedo e elemento teatral. 

O Agrupamento João da Rosa procura, com este tipo de iniciativas, mobilizar os alunos para a criação artística, literária e cultural, a despontar nesta faixa etária, bem como desenvolver o espírito de amizade, partilha, cooperação e tolerância.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dicas para pais VII




A Educação e o Insucesso Escolar

O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda
não tem, do que poderia ter.

Jean-Paul Sartre


A vida atual exige-nos um grande esforço de atualização de conhecimentos.
Múltiplas são as ocasiões para a formação de profissionais, mas o tempo
escasseia para refletir sobre um papel infinitamente mais complexo por parte
dos pais: o de criar as condições para ajudar uma criança a crescer confiante,
estável, capaz de ser feliz.



A vivência de relações que confiram um sentimento de segurança ajuda a
criança e, mais tarde, o adolescente a manifestar comportamentos sociais
mais positivos. Percebe-se, assim, como é essencial refletir sobre as atitudes pedagógicas que enformam os gestos de todos os dias.

Autoritarismo
As crianças e os jovens necessitam que o educador atue com autoridade.
Esta é, aliás, uma condição fundamental para que o processo de crescimento decorra com sucesso. É importante, porém, não esquecer que um comportamento exageradamente
inflexível se pode transformar em autoritarismo. Uma atitude prepotente, repressiva, provoca um maior distanciamento afetivo em relação à criança, deixando-a desconfiada e insegura. Em muitos destes casos, os pais recorrem com frequência à
ameaça, podendo mesmo provocar no educando desobediência e revolta.

Permissivismo
No extremo oposto ao comportamento anterior está o permissivismo, atitude
não menos prejudicial à educação do que a anterior. Sem a interiorização da necessidade de respeitar determinadas regras, na ausência de um ambiente estruturado ao seu redor, a criança poderá desenvolver comportamentos violentos
e gerar diversos problemas na escola.

Inconsistência
Os filhos tendem a imitar o exemplo do educador. Se a incoerência marcar
a relação, a criança vai sentir-se naturalmente confusa, estando mais sujeita ao aparecimento de atitudes de indisciplina e de desinteresse escolar.

Assertividade
Caracteriza o educador que respeita e é respeitado, que dá liberdade de ação à criança, mas que lhe exige responsabilidade, que castiga com adequação quando é necessário,
mas não se vinga.

Auto-conceito e auto-estima
O modo como o indivíduo se vê a si próprio (auto-conceito), e o modo como se avalia a si mesmo (auto-estima) têm uma enorme influência no desenvolvimento pessoal e no rendimento escolar.
Na verdade, se a criança tiver uma má imagem de si própria, baixa as
expectativas e a confiança que deposita em si, podendo sofrer de ansiedade
e insatisfação.
Algumas das atitudes a seguir apresentadas permitem incentivar o seu
filho a reforçar a auto-estima e a ser mais feliz:

• ajude-o a transformar os pensamentos negativos em afirmações
positivas, através de um diálogo interno. Eu sou capaz. Eu acredito nas minhas capacidades;
• mantenha o sorriso e o olhar;
• escute-o atentamente;
• elogie-o com sinceridade;
• use construtivamente o humor.

(a continuar)

José Matias Alves
Faculdade de Educação e Psicologia da UCP