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terça-feira, 17 de junho de 2014

O Perfil/Papel do Perito Externo no contexto TEIP

Segundo Gairin (1996) Escolas Aprendentes são aquelas que ampliam continuamente a sua atitude para criar os resultados que desejam obter, que cultivam novos e divergentes padrões de pensamento e em que os seus membros aprendem continuamente e em interatividade ampliando continuamente os horizontes do seu futuro. No mesmo sentido Bolívar (1998) refere que uma organização que aprende é aquela que facilita a aprendizagem de todos os seus membros e continuamente se transforma a si própria, podendo para isso recorrer a um elemento externo que transporta para o grupo e para análise uma visão distanciada, mas ampla e comprometida das situações ajudando a escola e os seus atores a refletirem sobre as suas práticas.
No Programa TEIP, esse elemento externo é assumido pela figura do Perito Externo. A importância do trabalho realizado pelos Peritos Externos junto dos Agrupamentos/Escolas TEIP tem sido reconhecida como uma mais-valia e uma oportunidade para as escolas. De forma a reforçar esse trabalho, a EPIPSE-DGE elaborou um desenho ilustrativo sobre os vários perfis/papéis que os Peritos que acompanham os Agrupamentos/ Escolas TEIP podem assumir, pretendendo esse desenho contribuir para:
- Orientar os Agrupamentos/ Escolas TEIP sobre o(s) aspeto(s) em que pode(m) solicitar o contributo e a ajuda do seu Perito;
- Clarificar as práticas destes elementos junto da comunidade escolar;
- Potencializar o seu trabalho, rentabilizando o mais possível as mais-valias que emergem dos seus conhecimentos.






O documento foi criado tendo por base o trabalho de John MacBeath, Denis Meuret, Michael Schratz, Lars Bo Jakobsen (1999). Evaluating quality in school education: a european pilot project. Final report. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Música e escola - testemunhos

Ontem, na Escola Superior de Educação de Coimbra, assistimos à atuação do Grupo de Câmara da Orquestra de Vialonga - Agrupamento de Escolas de Vialonga.



No final do concerto, tivemos a oportunidade de conversar com a Ândria Bandjai e a Tatiana Marques, ambas com catorze anos de idade, as quais se encontram a frequentar o 9.º ano. Facilmente, a conversa fluiu para a música e o impacto que esta teve e tem nas suas vidas. A Ândria muito determinada disse “Sempre gostei de música. Quando surgiu esta oportunidade no 1.º ciclo, abracei-a e optei pelo violino, instrumento que sempre gostei. Felizmente, foi o primeiro instrumento a ser trabalho no projeto.” Neste seguimento, a Tatiana adiu que “assim que me convidaram para experimentar, gostei imediatamente! A música teve sempre um canto na minha vida… e escolhi a viola.” Para estas alunas, o projeto da orquestra da Escola da Vialonga revela-se como uma experiência muito enriquecedora. Segundo a Ândria, “Aprendi com o projeto a ser mais cooperante, porque é um trabalho coletivo. Assimilei as críticas e tentei fazer melhor”. Já a Tatiana salientou que “cresci em termos de mentalidade. No início, era difícil, mas comecei a mudar a minha postura. A orquestra deu-me experiências fantásticas! Por vezes, sou de tal forma exigente comigo e com o desempenho dos outros que… a minha cooperação fica…comprometida. Sem dúvida, a orquestra tornou-me mais exigente …” Interpeladas sobre esta experiência, acrescentaram, em jeito de sugestão, que “aconselhamos os nossos colegas a entrarem nestes projetos. Com eles, crescemos, aprendemos, conhecemos realidades distintas…. A música deu-nos tudo isso! Este projeto fez-nos crescer!”. Por fim, fizeram um apelo ao MEC para “ investir muito, muito, muito no projeto”.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Não podemos deixar de ensinar para que eles possam aprender

Ontem, no Agrupamento de Escolas Óscar Lopes, em Matosinhos, realizou-se uma sessão de trabalho com a presença de vários professores do agrupamento e do Professor José Luís Gonçalves, presidente da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti.
A missão da escola e do professor é ensinar, mas, por vezes, a realidade que encontramos nas nossas salas de aula não é aquela que esperávamos…precisamos mudar o nosso olhar, as nossas crenças, "abrir o nosso quadrado", no meio da floresta precisamos de “saber ver” a árvore, assim como, no meio da turma precisamos ver o aluno.
O Professor frisou dois princípios basilares da educação: a educabilidade e a perfectibilidade. Neste sentido, toda a pessoa pode ser educada, podendo superar-se, desde que queira e, desta forma, está aberto o caminho para a construção do conhecimento.
“Não podemos deixar de ensinar para que eles possam aprender” – José  Luís Gonçalves

ONG da República Checa visita escola TEIP

Uma ONG da República Checa está a coordenar uma parceria europeia com o objetivo de construir respostas, na área da mediação sociocultural, estando, particularmente, interessada na integração de mediadores, na área da educação e do emprego.




















Sendo Portugal um modelo para as políticas de integração e a educação uma das áreas de referência, considerou o ACIDI - que integra esta parceria europeia - as escolas do Programa TEIP um exemplo de sucesso na relação com a comunidade e integração de jovens, tendo solicitado à DGE a indicação de uma escola a ser visitada pelo grupo representante desta ONG.
Esta delegação foi recebida no Agrupamento Mães d’Água (Amadora), referenciado como um bom exemplo, para conhecer o trabalho desenvolvido com as parcerias e comunidade local e, em particular, o papel do mediador neste processo.
No final da visita, o grupo deu os parabéns ao diretor do agrupamento e ao Ministério da Educação e Ciência e desejou que a República Checa seguisse os passos empenhados destas escolas portuguesas.















quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Experimentário





“Ao longo dos vários anos vividos e dedicados ao ensino tive como linha diretriz o estabelecimento de uma escola aberta à comunidade promotora de igualdade de oportunidades, na qual o aluno pudesse ser auxiliado no desenvolvimento das suas potencialidades.“
Aldina Pereira, diretora do AE de Mesão Frio


“Treinar competências de observação, raciocínio e de comunicação desde cedo contribui, sem dúvida, para um desenvolvimento mais harmonioso da criança e para a sua literacia nas mais variadas áreas e, em particular, na ciência.
A ciência está à frente dos nossos olhos, ao virar da esquina, invade-nos os sentidos, permite-nos voar e sonhar com um mundo mais justo e perfeito!”
Nuno Santos, coordenador TEIP do AE de Mesão Frio